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Chico & Rita (2010)
Jan 27th
Aproveitando que essa semana foi divulgado os concorrentes ao Oscar desse ano, iremos aproveitar para comentar um dos concorrentes na categoria “Melhor Animação”, a co-produção entre Espanha e Reino Unido: “Chico & Rita”.

A época é Havana de 1948, e estamos numa uma noite de muito boêmia. Ao ir a um bar com seu amigo Ramon, acompanhados de duas americanas, Chico conhece a cantora Rita, que se apresentava naquele instante. Naquele mesmo momento, percebemos que não apenas a voz extraodinária dela que encanta o rapaz. Porém, ela acaba indo embora com um gringo para outra casa noturna, a Tropicana.
Lá, ficam sabendo que devido a um acidente, o pianista que iria se apresentar não pode ir, então Chico acaba tendo que tocar piano ao lado de Woody Herman and Four Brothers Band. Desse modo, chamando, então, a atenção de Rita, que apesar dos olhares, não estava dando bola ao rapaz. Ao saírem da clube, ela acaba pegando carona com a turma de farristas.



Ramon deixa o casal, recem conhecido, em outro bar que Chico aparenta frenquentar para tocar piano, começa a se aproximar mais da cantora, até que tarde da noite seguem para a casa dele, passando juntos.

Na manha seguinte, aparece Juanna, uma das namoradas de Chico, que causa grande tumulto. Lógico, que Rita vai embora e não quer ver mais o pianista nem pintado de ouro. Mas bem sabemos que não é assim que acaba… Chico comenta com Ramon – que é seu agente, também – que ela pode ser a cantora que precisam para ganhar um concurso da rádio local, RHC Cadena Azul. Apesar dos desentimentos, Ramon intervém e convence Rita a participar. Dito e feito, todos ficam impressionados e vencem.


Durante uma das apresentações da dupla, um americano começa a falar com Rita sobre uma proposta de leva-la para os Estados Unidos, porém ela recusa assinar o contrato por não ter o nome do Chico. Quando ela vai falar com ele sobre isso, já embriagado, o pianista, em meio a uma crise de ciúmes, discute com ela e vai embora sozinho. A cantora até persiste que só iria embora se ele fosse junto, mas uma série de contratempos acontecem, e o expectador fica sendo cúmplice de como as coisas poderiam ter sido diferente.

No dia seguinte, Rita embarca para os Estados Unidos, deixando Chico e suas lembranças para trás. Apesar de ser tido para ele nunca mais procura-la, a dupla de amigos vende o piano, junta dinheiro e vai rumo a terra da Estátua de Liberdade, onde todos tem oportunidade. A essa altura, Rita, se encontra com sua carreira ascendente e Chico, apesar de tudo, ainda ama a cantora, tenta seguir adiante como pianista também. Infelizmente, devido a uma trapaça dos agentes de ambos, eles acabam se separando, sobrando a Chico ser deportado pra Cuba.


Num primeiro momento não me interessei tanto por esse filme, mas ao final é um bonito romance, e sua narrativa em forma de lembranças é algo que me agradou bastante. A produção “Chico & Rita” mostra muito mais do que uma busca atrás do amor de sua vida, e como as pessoas são em diversas ocasiões. Em meio a imprevistos, conclusões precipitadas e valores. Ao mesmo tempo que mostra o povo latino, sempre feliz, apesar das adversidade, há também uma crítica com a presença deles nos Estados Unidos.

A produção, em rotoscopia, de Javier Mariscal e Fernando Trueba, tem não apenas uma narrativa envolvente, como a própria arte é um capítulo a parte. Enquanto vemos personagens que se movem com tanta suavidade, temos belos cenários desenhados, e valorizando muito o traço do ilustrador, algo que gosto muito nas produções 2D. Da mesma maneira, que os enquadramentos, o movimento de câmera, os objetos se deslocando para passar a sensação de profundidade, vemos muito uso do Toonboom nessas sequências. A cena do acidente de carro, ainda no começo, é linda de se ver e imaginar como foi produzida.



A trilha sonora é um capítulo a parte, algo que sempre que ouço sinto (ainda mais) vontade de conhecer os países da América Central. Dá até vontade de correr atrás dos anos perdidos e voltar a tocar piano, hehe. Produzida por Bebo Valdés (do Buena Vista Social Club), é algo que não se pode deixar de ser comentado, visto que o filme gira em torno das canções, além das participações de diversos músicos como Charlie Parker e Chano Pozo.


Recomendo, para quem quiser acompanhar os indicados esse filme, pois após assisti-lo achei bem justo estar concorrendo, e foi uma grande surpresa não ter visto entre os indicados, os filmes: “As Aventuras de TinTin” e “Rio”, como sempre mantenho minhas dúvidas em relação aos critérios da acadêmia. Mas por hora é isso.

Bom final de semana para todos.
Ateh!
Um Dia + Missão Impossível 4
Jan 10th
Um Dia - Rating: 



“Depois de um dia juntos em 15 de Julho de 1988 durante a formatura da Faculdade Emma Morley (Anne Hathaway – indicada ao Oscar) e Dexter Mayhew (Jim Sturgess de Across the Universe) inciam uma amizade que durará por toda a vida. Ela é uma menina da classe média com principios e ambições que sonha mudar o mundo. Ele é um rico e encantador que sonha em fazer do mundo o seu playground.Durante as duas décadas que seguem diversos momentos importantes na vida de ambos sempre os remetem a mesma data. Juntos ou separados vemos Emma e Dexter em meio a sua amizade e lutas esperança e oportunidades perdidas risos e lágrimas. Em algum lugar ao longo de sua jornada estas duas pessoas percebem que o que eles estão procurando e esperando esteve com eles o tempo todo. Com o verdadeiro significado do que é voltar um dia em 1988 é revelado a eles a natureza do amor e a própria vida.”
Que delícia de filme, que fotografia, que cores, que deleite ver esses anos passando. Anne Hathaway está linda e eu pirei nos cortes do cabelo dela. Achei a trilha também muito gostosa de se ouvir, mas é uma pena que algumas coisas aconteçam no filme que eu não gostei. Não posso dizer, tem spoiler, mas foi um filme muito bom de se ver.
Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma – Rating: 



“A trama mostrará o agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) e seu time da força-tarefa Missão Impossível no papel de foragidos da justiça. Após serem acusados de um atentado a bomba na Rússia, Hunt e seu novo time precisam limpar o nome de sua agência quando o Presidente decreta o início do Protocolo Fantasma. Contando apenas com sua experiência e a ajuda do misterioso Brandt (Jeremy Renner), Hunt deve trabalhar fora do radar do Governo, que os acusa de serem terroristas tentando iniciar uma Guerra Nucler.”
Dia de suar frio no cinema quase vazio. Por incrível que pareça, em plenas férias o cinema não tinha quase ninguém, e se tratando de Tom Cruise e MI, isso foi um choque. Filme de ação demais, com muita cena de fazer suar e pular da cadeira. Sofri mesmo com a cena do prédio, e o que foi aquela cena na Rússia???? Só vendo pra vocês entenderem o nível de nervoso que eu passei. MUITO BOM MESMO!
Amanhecer + 28 Dias
Nov 29th
Amanhecer Rating: 



“Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) enfim se casam, em cerimônia com a presença de amigos e familiares. O casal resolve passar a lua de mel no Rio de Janeiro e, logo em seguida, Bella engravida. O que eles não esperavam era que a gravidez seria tão complicada, colocando em risco a vida do bebê e da própria mãe.”
Mas o que foi esse filme? Eu sou uma apaixonada pelos livros, adorei ler e tive bons momentos em frente as páginas, mas o que foi esse filme sem sal? Bella parecendo que ia pra forca ao invés de estar feliz pelo seu casamento com o cara que ela mais ama no mundo? Que me desculpem os fãs dos filmes, mas o que foi esses dois(Kirsten e Rob) sem UM PINGO de expressão? A cena do nascimento de Renesme me decepcionou, mas é porque eu tinha muito na minha cabeça, mas Carlile tinha que estar ali, o parto não é feito com Edward e o lobo só. Só se estou muito doida. O que foi bonito no filme? Bem o casamento da Bella e a transformação dela, apenas isso. Filme fraquíssimo, trilha sonora repetida, que que foi isso? Não gostei.
28 Dias Rating: 



“Bela, bem-sucedida profissionalmente, superanimada, mas alcoólatra. Esse é o perfil de Gwen Cummings, uma competente jornalista de Nova Iorque. Durante a cerimônia de casamento de sua irmã Lily, embebeda-se e apronta um escândalo, causa um acidente ao dirigir a limusine dos noivos e acaba condenada por um tribunal a passar 28 dias em um centro de reabilitação de alcoólatras. Uma vez na clínica, passa a obedecer regulamentos rígidos e estranhos rituais, como cantar e entoar palavras de ordem de mãos dadas com outros pacientes e, falar de seus sentimentos.”
Sou fã da Sandra Bullock e ela faz um papel muito bom nesse filme. O foco é mesmo como as drogas afetam na vida das pessoas e destroem sem a pessoa ao menos se dar conta. Era um dos filmes que eu ainda não havia visto dessa atriz e digo que me agradou. Queria um romance, mas serviu perfeitamente. Delicinha, não chorei como achei que ia chorar, mas foi bom! Filme de sessão da tarde pra assistir em dias de chuva e com pipoca.
Bonequinha de Luxo + The Secret World of Arriety
Nov 2nd
Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany`s) – “Adaptação da obra de Truman Capote, “Bonequinha de Luxo” é um dos clássicos da cinematografia mundial. Protagonizado por Audrey Hepburn, conta a história de Holly Golightly, uma jovem que tem vida social agitada, e parece nunca cansar de festas, drinks e novos conhecidos. Com uma vida totalmente confusa, ela vê sua máscara cair com a chegada de um vizinho novo, Paul Varjak. Aos poucos, Varjak perceberá que aquela moça que parece ser totalmente independente e decidida esconde um lado frágil e doce.”
Filme de 1961 e super conhecido e aclamado, é um filme antigo que estava na minha lista fazia tempos! Depois que assinei Netflix, vi o bendito aparecer sempre nas sugestões, então ontem decidi assistir! Achei que seria massante assisti-lo, já que muitos filmes de época, ainda mais romances, eu sempre acho que está tudo acontecendo muito devagar, mas não! Achei muito divertido, diferente e gostoso de se ver. Holly ou melhor, Audrey dá um baile de interpretação, principalmente na hora que ela está bêbada, eu ri muito. Delícia de personagem e é realmente impossível não se apaixonar pelo jeito de Lula Mae! Recomendo muito!
The Secret Worls of Arriety (Karigurashi no Arrietty) – “A obra é a adaptação ao cinema do livro de “The Borrowers”, da britânica May Norton, que conta a história de uma família de gente pequenina que sobrevive “pegando emprestado” as coisas dos humanos de tamanho normal.”
Sei que esta animação não foi lançada no Brasil, mas como faz mais de ano que ela existe no Japão, baixei o lindo com ajuda da Marcela, que comentou aqui no blog e aproveitei o feriado pra curtir a animação. Não sei nem como descrever como esse desenho é fofo. A riqueza de detalhes, o modo como os pequeninos se adaptam com as coisas grandes, as casinhas, tudo é tão lindo! Como sempre a natureza exuberante sempre presente nos filmes do Studio Ghibli. A amizade sincera e pura e aquele final que te faz querer mais e mais. Trilha sonora PERFEITA da Cécile Corbel que eu não canso de ouvir.
Sinopse por Cinema com Rapadura
Super 8 + Para Sempre Cinderela
Aug 16th
Super 8 Rating: 



“No verão de 1979, um grupo de amigos em uma pequena cidade de Ohio testemunha um acidente de trem catastrófico ao fazer um filme e logo suspeitam que não foi um acidente. Pouco depois, as desaparecimentos incomuns e acontecimentos inexplicáveis começam a acontecer na cidade, e o delegado local tenta descobrir a verdade – que é algo mais aterrorizante do que qualquer um deles poderia ter imaginado.”
Nossa, por onde começar. Eu imaginei uma coisa totalmente diferente com o trailer. Vi e gostei, mas imaginei outra coisa, e do nada me deparo com um novo Goonies, um novo Amigos Para Sempre, um mais moderno ET! Sim, comparo Super 8 a essas obras, porque são crianças que protagonizam todo o filme e não deixam nada a desejar. Foi emocionante, divertido e pra mim muito nostálgico, já que não vemos internet, telefones celulares, computadores, simplesmente a infância que tínhamos que inventar e reinventar nossas brincadeiras. O filme foi delicioso de assistir!
Para Sempre Cinderela Rating: 



“A rainha da França solicita a presença dos Irmãos Grimm no palácio e lhes conta que gosta muito da obra deles, mas que ficou espantada em como foi contada a história de Gata Borralheira. Assim, decide lhes narrar o que realmente aconteceu na França do século XVI, quando Danielle de Barbarac (Drew Barrymore), sua tataravó, que ficou feliz aos oitos anos quando seu pai (Jeroen Krabbé), um aristocrata viúvo, se casou novamente com uma baronesa (Anjelica Huston), pois assim ela ganhou uma mãe e duas irmãs no mesmo dia. Mas a sonhada felicidade durou muito pouco, pois logo depois seu amado pai morreu subitamente e a madrasta, que ela desejava que fosse a mãe que nunca tivera, passa a tratá-la como uma criada. Uma das filhas da baronesa é bondosa e não concorda com várias atitudes da mãe, mas por outro lado a outra filha é bastante egoísta e só pensa em se casar com o príncipe herdeiro (Dougray Scott). Para isto ela tem total apoio da mãe, que está disposta a conspirar, mentir e fazer o necessário para ver sua filha como a futura rainha. Mas ela precisa agir rápido, pois o príncipe conheceu Danielle e os dois estão apaixonados, com os sonhos de grandeza da baronesa podendo serem frustrados, pois sua enteada e o príncipe estão sendo aconselhados por ninguém menos que Leonardo da Vinci (Patrick Godfrey).”
Eu sei que o filme é de 1998 (13 anos atrás OMG!), mas nunca falei dele porque né? Velhinho… mas segunda ele passou na TV e eu tive que falar dele! Porque é puro amor, fofura, roupas lindérrimas, algumas coisas modernosas demais e há distorção de histórias, mas com tanta fofura, o resto eu desconsidero, porque é muito amor esse filme! Drew tá linda, meiga e eu sempre vejo e choro. Vai dizer que você, menina que é romântica lá no fundo não gosta desse filme? Impossível! E a cena do soco? A mais engraçada! E é outro que eu devoro a trilha sonora!




























































