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Aladdin (1992)
Jan 13th
E hoje vamos comentar de um clássico Disney que a criançada adora… Digo, acho que hoje nem são mais tão crianças, mas guardamos com carinho essa produção dentro de nós. Especialmente para hoje, aqui no Chocottone, é dia de “Aladdin”.

Ao assistir esse filme, o que temos não é apenas a tradicional história do ladrão de rua que deseja ser principe, mas um apresentação de uma produção Disney com algo muito característico que hoje pouco vejo, que é o qualidade de traço, músicas e carisma dos personagens. Acho que com o passar dos anos, evoluções tecnológicas e tudo o mais, as empresas, com esse ritmo de “tudo pra ontem”, acabaram perdendo um pouco da simpatia que os desenhos tinham. Não é nem questão de saudosismos nem nada, apenas um comentário que venho pensado…

Vamos ao longa-metragem… Para quem não sabe (ou não lembra), Aladdin é um jovem que vive diversas aventuras nas ruas de Agrabah, junto com seu macaquinho Abu, roubando pra sobreviver, e consequentemente se divertir fugindo dos guardas do palácio. Contudo, um belo dia, ele conhece a princesa Jasmine – a qual havia fugido, porque estava cansada da lei que dizia que ela tinha que se casar com um princípe – e durante a fuga de uma confusão, eles acabam se apaixonando.


No entanto, o conselheiro do Sultão, o perverso Jaffar – e seu papagaio Iago – tinham outros planos pro plebeu. O feiticeiro descobriu que o rapaz seria o único que poderia entrar na Caverna das Maravilhas, onde estaria a tão desejada lâmpada. Vale comentar, que a cabeça de tigra, na entrada, foi uma das primeiras vezes que a Disney usou CG com sincronia labial. Lá dentro eles conhecem o Tapete Mágico que é, interessante observar, um personagem que analisemos, se trata de um retângulo em movimento, certo? Imagina a magia em colocarem caracteristica, personalidade nessa forma simples para interagir com os outros personagens. E tudo isso num belo resultado.


Bom, é dito que Aladdin só poderia pegar a lâmpada, porém, quando ele consegue, logo em seguida Abu se deixa levar e pega um grande rubi. A consequência, que toda a caverna começa a desmoronar, somente graças a ajuda do Tapete eles chegam até a entrada, porém, são enganados por Jaffar – que estava dirfaçado de velho – e caem ficando presos.


Mas não para por aí… Abu tinha conseguido pegar a lâmpada. Então, Aladdin tenta ler a inscrição e de dentro sai o Gênio, que numa cena muito trabalhada com suspense ele surge, domina a tela, e termina numa ação comica. O Gênio é um dos personagens que com certeza roubam a cena, justamente, pela sua versatilidade em transfigurar em outras formas, esteriótipos, tudo o mais. Assim, todos conseguem escapar da Caverna, e Aladdin deseja ser um príncipe para poder se casar com Jasmine.


A aventura é muito bonita, com excelentes músicas compostas por Alan Menken (mesmo de “A Pequena Sereia”, “A Bela e a Fera”, “Enrolados” e muitos outros) – vencedor do Oscar de “Melhor Trilha Sonora”, e “Melhor Canção Original” (com “A Whole New World”), onde as canções envolvem o ritmo da narrativa – algumas, em original, com o Robin Willians – e te empolgam na aventura. Assim como a arte visual, onde o longa metragem tem a característica de ser uma das produções com mais estilo cartoon da disney, como dito pela própria equipe de animação (dentre eles Andreas Deja), nos Extras do DVD, pelo fato de usarem muitas formas simples e sem linhas retas, tudo curvilíneo, o que além de te dar mais segurança, conforto, gera mais carisma, o qual sendo positivo, onde torcemos por Aladdin, e também torcemos por Jaffar, mas para que ele não consiga sucesso em seus planos. Esse príncipio (a Disney trabalha com “12 Princípios de Animação”, que se tratam de orientações, as quais podem ser usadas em qualquer tipo de produção animada) é algo que senti muita falta nos desenhos animados posteriores, e somente quando saiu “A Princesa e o Sapo” achei ele presente com a mesma intensidade de antigamente. O tipo de personagem que o feiticeiro é, me lembra muito o próprio Scar (de “O Rei Leão”), onde desde o começo você percebe que são personagens maus, mas óbvio, que os bonzinhos só descobrem isso no final. A título de curiosidade, na dublagem, tanto Jaffar quanto Scar foram dublados por Jorgeh Ramos.


“Aladdin”, foi um daqueles filmes, que além de assistir, eram muito divertidas suas versões para os video-games, apesar de bem diferentes, tanto os lançamentos para Mega Drive quanto para Super Nes, cada um seguia uma narrativa que era bem parelha ao original. Ambas recomendadas, ainda mais que as músicas são as adaptações do filme para o sitentizadorzinho eletrônico, sendo a fuga da caverna (na versão Mega) uma das mais emocionantes.
Screenshots das versões para Mega Drive e Super Nes, respectivamente.
O filme chegou a ter 2 continuações “O Retorno de Jaffar” e “Aladdin e os 40 Ladrões”, mas ainda não tive oportunidade de assisti-los. E durante os anos 90, também teve uma série de animação, que chegou a ser exibida no Brasil – primeiramente aos domingos, e depois diariamente – com 86 episódios.

Enfim, esse clássico é um daqueles que guardo para poder rever com meus filhos algum dia, quando vierem – é claro – e no final das contas mostra que o mais importante, além de tudo, é ser você mesmo. E verdade seja dita, pode ser divertido, tudo de bom, mas vale lembrar que “Aladdin” completa 20 anos desde sua estréia, durmam com um barulho desses.
Ateh
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Fanpage da Disney no Facebook
Dec 6th
Eu sou super fã dos trabalhos e das animações de Walt Disney e mexendo pelo Facebook eu pensei, não é possível que eles não tenham uma fanpage, né? E não é que eu achei? Lá eles colocam curiosidades sobre as animações lançadas até hoje, wallpapers lindinhos com quase todas as obras e de citações divertidas. Passa lá e dá curtir!
Você sabia que mais de um milhão de bolhas foram desenhadas na animação de “A Pequena Sereia?”



Eu, a Disney e Minha Paixão
Oct 12th

Acho que não tem uma criança da face da terra que não ame a Disney. Eu sou uma dessas. Sim, tenho 23 anos e sou fã alucinada por cada obra, cada espetáculo da Broadway adaptado e cada musiquinha que leva a assinatura do tio “Valter”. Como hoje é dia das crianças venho declarar meu amor pela coisa que mais me dá vontade de ser criança de novo: Disneyland.

Quando eu era criança eu adorava os desenhos, mas sabe o que eu mais gostava da minha fita da Pocahontas? Os créditos finais que anunciavam um tour pelos parques da Disney e me faziam desejar visitar cada canto do parque, restaurantes, atrações, brinquedos… TUDO! Cada vez que assistia DisneyCruj e tinha promoção, cada vez que alguma coisa dava viagem pra Disney, eu tentava. Passava horas, e ainda passo, visitando o site só pra ver como são os lugares. Curti cada segundo da viagem do Jovem Nerd e família que mostravam a viagem deles pra Disney e como uma criança grande meu maior sonho de viagem é ir pra Orlando e ver a Pequena Sereia na minha frente. E o dia que eu ganhar/comprar minha viagem eu vou ficar assim:
Portanto, quem tiver uma passagem sobrando, #meleva.
Vídeo via B9
Aristogatas (1970)
Sep 7th
Bom, como umas semanas atrás fiquei devendo uma sugestão de filme, vamos aproveitar o feriado para colocar tudo em ordem. Então para o Dia da Independência, deixamos a sugestão de um clássico bem old school de Walt Disney, esse vai para aqueles que curtem uns bichanos de animais de estimação, a sugestão de hoje é “Aristogatas”.

Se passando na Paris do início do século passado, em 1910, conhecemos a personagem Duquesa, uma gata refinada que tem seus 3 filhotes Marie, Toulouse e Berlioz. Todos vivem numa bela casa de Madame, seu modormo Edgar e também a égua Fru-Fru e o simpático ratinho Roquefort. Na casa, os felinos recebem um tratamento aristocratico, que é o que intitula o filme, extremamente super cuidados. Devido a isso, durante a visita do advogado da Madame, ela resolve preparar seu testamento deixando todos seus bens e fortuna para os bichanos, fato que faz com que o Edgar se revolte e crie um plano ardiloso para se livrar dos animais de estimação de sua patroa.

Na mesma noite, ele serve no jantar dos gatinhos diversos comprimidos para dormir, e após caírem no sono, leva todos para fora dos arredores da cidade luz. Porém, durante a aplicação de seu plano, ele acaba tendo problemas ao encontrar a dupla de cachorros Napoleon (que possuí uma audição extremamente aguçada) e Lafayette, o qual é mais atrapalhado. Assim, o cesto que estavam os felinos acaba caíndo próximo a um rio e se perdendo.

No dia seguinte, Duquesa conhece o gato vira-latas, e galanteador, Thomas O’Malley, que em primeiro momento tenta seduzir a bela felina, mas se assusta ao ver os filhotes. Contudo, resolve ajuda-los a voltarem para casa. Ao longo de seu caminho, conhecem diversos outros personagens, como as gêmeas gansas, e a tupre de gatos pilantras que tocam uma das músicas mais legais da trilha sonora “Everybody WantsTo Be A Cat”.

Em Aristogatas, vemos muito do início das produções animadas, em diversas sequências é possível ver os traços esboçados dos personagens, quando ainda era trabalhoso realizar o clean-up, após a finalização. Os cenários, coloridos ainda manualmente, se diferenciam bem dos personagens em movimento, como realmente deve ser um desenho animado. Apesar de ter um ar de “A Dama e o Vagabundo”, o longa metragem foi muito bem recebido na Europa, principalmente, na França. O ritmo do filme é um pouco parado até a sequência do sequestro, depois tem outra dinâmica, e as músicas compostas com uma graça francesa deixam muito bonito o conjunto apresentado. Sendo o último trabalho do músico Maurice Chevalier, o qual já havia se aposentado, mas ao ouvir a demo enviada por Robert & Richard Sherman, aceitou fazer mais esse trabalho pra música tema do filme.
Não apenas isso, vale ressaltar a participação da atriz Eva Gabor, na voz da gata Duquesa, e dentre os extras, a apresentação de fotos do co-diretor dirigindo encenações de pessoas reais que serviram de referencia aos ilustradores.

Nesses, aproximados, 79 minutos podemos colocar em pauta a questão da extensão de tantos desenhos a serem feitos para uma produção desse porte, e ao mesmo tempo, pensar que é um tempo adequado para a aventura se desenrolar e não ser cansativo para as crianças. Deixamos essa recomendação para se divertir com a família sem muitas pretenções e bastante alegria com o balanço musical e a amizade entre os personagens.

Ficamos por aqui, bom feriado a todos!
Logo mais tem mais.
Ateh! o/
Pateta – o Filme (1995)
May 21st
Putz, não sei como não tinha comentado sobre esse filme antes. Então vamos retomar um pouco as aventuras Disney.

Com vocês ninguém menos que o personagem mais atrapalhado de todos os tempos dos desenhos animados: Pateta!
Esse é o primeiro longa metragem do Pateta em que ele é o protagonista encarando uma aventura inédita. Vemos um universo criado totalmente para ele, uma cidade, uma vizinhaça… Seguindo aquele padrão Disney de familiaridade, Pateta é um pai solteiro – e em nenhum momento menciona-se a palavra “mãe” (da mesma maneira que conhecemos os sobrinhos do Tio Patinhas, Donald, mas nunca os pais, enfim…). Quem divide a cena é Max, o filho adolescente do Pateta. Analisando bem, o filme todo acaba se desenrolando por causa dele, nem tanto pelo nosso personagem querido. Maximiliam está na fase de rebeldia, que não quer ouvir os conselhos de seu “velho” e está apaixonado pela mocinha da história, Roxane.

As férias de verão chegam, e Pateta resolve viajar com seu filho, o que acaba atrapalhando os planos de Max de tentar conquistar sua amada. Ele acaba mentindo falando que vão fazer a viagem para assistir ao vivo o show do ídolo musical da garotada, Powerline. Então, com o clássico bordão da “Sessão da Tarde”: está armada a confusão.
Pateta confia a Max o mapa da viagem, e esse resolve tirar proveito da situação.
O filme segue o tradicional esquema Disney, com musicais ao longo da película. Músicas que até hoje ficaram na minha cabeça e quando (re)assisto a letra vem a tona… \o\ Além da aventuras e risadas, temos várias partes emotivas, principalmente por conta do Pateta que tenta quebrar aquela casca que os jovens tem, e se aproximar do filho. Sabemos que ele faz tudo nas melhores das intenções, mas seu jeito desastrado sempre acaba se virando contra ele, hehe. E é vísivel que Max sente vergonha desse jeitão de seu pai. Até hoje me emociono e dou muitas risadas assistindo a animação que possui aquela qualidade 2D impecável.

No elenco temos também o personagem João Bafo-de-Onça, que já deu muito trabalho nas histórias e games do Mickey. Aqui, ele não é exatamente um vilão, é apenas o antagonista ao Pateta, tanto que uma cena que me marcou bastante, é quando estão os dois conversando no meio da viagem, e o Bafo-de-Onça descobre que Max estava ludibriando o pai, ele conta para o Pateta mas esse não acredita. Ofendido, ele se levanta e vai embora, mas Bafo ainda assim insiste “Olhe o mapa, Pateta…” É uma fala curta, mas tem muita emoção contida, pois ele realmente estava aconselhando, não queria ver o “amigo” se iludindo.

Bom, e a algo bacana também a ser comentado, a título de curiosidade Max é dublado por Marcelo Campos, o qual fez um excelente trabalho.

Pateta sempre foi um dos meus personagens animados favoritos, e quando vi a divulgação do longa num extinto programa da Disney, que era exibido aos domingos na Globo*, achei que nunca iria ter a oportunidade de assistir. Naquela época nem fazia idéia do que viria a ser internet, então dependíamos do que as distribuidoras trouxessem para o Brasil. Felizmente, num belo dia achei na locadora e levei pra casa o VHS. *-* No Brasil, infelizmente não foi lançado em DVD, nas cópias importadas tem como EXTRAS um episódio de “Goof Troop” (a série animada que surgiu depois, intitulada no Brasil de “A Turma do Pateta” – exibido no também extinto programa do SBT Disney CRUJ), trivia e a história do personagem. Enfim, se tiverem a oportunidade de assistir, não deixem passar.
Além da série animada o filme teve uma continuação, no Brasil entituladade de “Pateta 2 – Radicalmente Pateta”, mas falamos disso outra hora.
Por hora é isso.
Ateh o/
*Em tempo: Nos anos 80, a Globo tinha um programa chamado “Disneylândia” que exibia os desenhos curtos do Mickey & Cia, dentre outros. O programa que substitui nos anos 90, no intervalo entre “Os Defensores da Lei” e “TaleSpin – A Esquadrilha Parafuso”, comentava sobre as produções recentes da Disney, os longas e tudo mais. Na época TV por assinatura era uma fortuna (muito mais do que hoje, hehe) e era um quadro muito rico e em tv aberta, uma pena não ter mais esse tipo de coisa.




























































