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A Ratinha Valente (1982)
Nov 18th
Para o menu de hoje teremos uma produção do diretor e animador Don Bluth, o qual participou de muitas animações que alguns, como eu, nem sabiam que eram dele, falaremos agora, aqui no Chocottone do longa metragem: “A Ratinha Valente”.

Um rápido histórico, Don, foi um dos animadores-chefe e diretor na Walt Disney, esteve presente em produções como “Bernado e Bianca”, “101 Dálmatas” e “A Bela Adormecida”, porém, saiu em 1979 e fundo sua própria empresa, a Don Bluth Productions, chegando a trabalhar na sequência animada do filme live-action, o musical, “Xanadu” (1980).

Bom, retomando, em “A Ratinha Valente” – baseado no livro infantil Mrs. Frisby and the Rats of NIMH, de Robert C. O’Brian – acompanhamos a aventura da viúva Sra. Brisby, que seu filho Tim está com pneumonia e não pode sair do repouso em casa. Contuto, o período de geada passou e o arado está vindo para preparar o terreno para as plantações. É o dia da mudança, mas ela e sua família não podem sair de casa por causa do pequeno ratinho adoecido. Só lhe restando pedir ajuda ao Coruja, um animal predador natural de ratos, o qual todos que o viram, nunca voltaram para contar história.

Ao decorrer da história, a Sra. Brisby terá que solicitar ajuda aos temíveis ratos, porém descobre que eles eram grandes amigos de seu falecido marido Jonathan Brisby, e também virá a saber o segredo de NIMH, e o tal do plano que é mencionado durante o filme todo.

“A Ratinha Valente”, é um filme que ele trabalha com uma paleta de cores que realmente lembra muito o filme de “Bernado e Bianca”, assim como em algumas cenas, para dar um toque de magia, essas se parecem com as de “Alice no País das Maravilhas”. A produção é muito bonita, tocante e forte, pois não mostra apenas a coragem em enfrentar gatos raivosos, mas também, o lado de mãe da protagonista em cuidar dos filhos pequenos em meio a tantos perigos, após a morte do marido.

Todo o filme tem algo, que já devo ter comentado, que é o fato bonito e único dos desenhos a mão, a colorização manual, todos os trabalhos de Bluth, são excelentes exemplos para os que estudam a técnica de animação tradicional, de como são aplicados os 12 príncipios. E vale observar, nos créditos, que eram cerca de 10 animadores-chefes e pelo menos 20 assistentes na produção, apenas mostrando que um desenho animado, de qualidade, não é feito da noite pro dia.

As produções de Don Bluth, possuem um retrato mais áspero e mais energético do que a de filmes da Disney, assim como também contêm elementos místicos e misterioso. Deixamos essa sugestão, e na sequência falaremos de outros filmes bonitos que ele também produziu.
Em 1998 foi realizada a continuação do longa metragem, mas ainda não assisti, se for bacana comentaremos com certeza.
Por hoje é só.
Ateh!
The King of Fighters: Another Day (2005)
Nov 11th
Final de semana, com feriado prolongado, pelo menos por aqui. Então vamos falar um pouco sobre esse mini-série animada que curti bastante: “The King of Fighters – Another Day”.

Como noutras animações comentadas aqui no Chocottone, essa animação é baseada, também na série de jogos de luta (fighting games) de mesmo nome King of Fighters, ou simplesmente KOF. A franquia iniciou-se em 1994 sendo um grande crossover de personagens de diversos games da SNK, onde ao invés de lutas um contra outro, eram compostos trios que se enfrentavam. O bacana são as particularidades entre alguns personagens, que quando se confrontam, antes das lutas possuem diálogos pessoais com o oponente.
Screenshots dos jogos: KOF’94, KOF’2000 e KOF’XIII
Bom, a história da mini-série animada acontece entre os games KOF: Maximum Impact e KOF: Maximum Impact 2, interligando os jogos, porém, segue uma linha paralela da cronologia original. Enfim, é bem vinda de qualquer forma por ter diversos personagens clássicos dos jogos. Detalhe, que o game é em 3D e a animação em 2D, que ficou muito bom.
Comparação de estilos dos personagens Soiree e Alba

Todos os acontecimentos, divididos nos 4 episódios, são simultâneos, porém, cada capítulo tem a narrativa em algum local da cidade “South-Town”. O primeiro foi lançado em Dezembro de 2005, e os seguintes vieram mensalmente até março de 2006. Logo, temos o episódio1, All Out, onde a cidade aparece em chamas devido a um incêndio clandestino, de cara vemos os protagonistas da linha Maximum Impact – Alba e Soiree – e os personagens tradicionais: Iori Yagami, Mai Shiranui e Athena. No episódios 2, Accede, o foco é no personagem Rock Howard, que vem a ser um filho adotivo de Terry Bogard. Poderia escrever um post apenas sobre essa relação entre o herói de Fatal Fury, e o filho de seu arqui-inimigo, Geese Howard, mas não vem ao caso. Já o episódio 3, In The Dark, tem a presença dos meus trios favoritos, o Ikari Team – Ralf Jones, Clark Steel e Leona – e o time do K – Maxima, Whip e a Kula. Por fim, no episódio 4, com a presença de Kyo Kusanagi e Ash, All Over, como o próprio título sugere, tudo se resolve: as causas do incêndio, o porquê de estarem na cidade, mas não chega a ser um desfecho completo, justamente por ser um prelúdio do próximo jogo.

KOF: AD, tem uma abordagem interessante e ritmo de aventura bem dosado. Aos fãs dos jogos, é muito legal vê-los aplicando os golpes que fazemos nos joysticks (ou mesmo nos manches do arcade, porque joguei muito desses em casas de fliperamas no final dos anos 90). Cada capítulo tem, aproximadamente, 10 minutos, então, ao final de assistir a todos você fica com aquele gostinho de quero mais.

Bom, o tema fica por conta da música “Regret” – Dakota Star, que não deixa devendo nada. E é isso ae, minha gente, bom final de semana para todos.
Logo mais tem mais.
Ateh. o/
A Fúria dos Reis – Crônicas de Gelo e Fogo
Nov 8th
“Em A Fúria dos Reis, o segundo livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martins segue a épica aventura nos Sete Reinos, onde muitos perigos e disputas ainda estão por vir. Além dos combates que se estendem por todos os lados, a ameaça agora também chega pelo céu, quando um cometa vermelho como sangue cruza o céu ameaçadoramente. Uma terra onde irmão luta contra irmão e a morte caminha na noite fria, nada é o que parece ser, e inocência é uma palavra que não existe. Quando os reis estão em guerra, a terra toda treme!” Sinopse da Saraiva
E aí vem mais um livro grande, cheio de páginas e que eu amei do fundo do meu coração. É incrível como George Martin me faz ficar maluca em cima do livro, assim como Rowling e Tolkien me fizeram ficar. Acordando mais cedo pra ler, na hora do almoço, antes de dormir, cada hora um pouquinho e assim terminei essa obra prima!
Temos um cometa vermelho sobrevoando o céu de Westeros e cada reino interpreta esta visão como lhe convém. Tyrion se mostra um personagem forte e inteligente, Dany vem com tudo com seus “filhos” e temos dois novos pontos de vista: Davos e Theon. Davos, um ex-contrabandista que agora serve ao irmão mais velho de Robert, Stannis, e Theon, o protegido de Eddard Stark, que é mandado para as Ilhas de Ferro por Rob portando uma mensagem.
Neste livro temos mais batalhas e mais magia, como feitiços, encantamentos e rituais. A família Stark realmente parece que foi atingida por uma nuvem negra, porem senti falta de participações de Rob Stark. Meus preferidos foram Tyrion, Arya e Jon. Os lobos vem com tudo mostrando como o papel deles é importante na história, tá aí uma coisa que a série precisa arrumar. Sansa continua no mundinho lindo e magnífico da cabeça dela, alguém por favor ACORDA essa menina, quem criou ela? Um duende?
Reviravoltas, muitas e muitas batalhas, sangue, traições e muitas surpresas neste segundo livro da série. Cheguei a chorar e ficar sem fôlego em alguns capítulos, agora é esperar ansiosa pela série que vem ano que vem!
O Príncipe do Egito (1998)
Nov 5th
Olá para todos! Finalmente depois de um longo inverno voltaremos a comentar as animações para os finais de semana! Como nossa querida Michelli comentou semana passada, fiz a defesa do meu TCC essa semana então voltei a ter uma vida pessoal/virtual e de qualquer tipo, encerrando o período acadêmico. Enfim, vamos ao que interessa, e o assunto de hoje é “O Príncipe do Egito”, da Dreamworks.

Lembro quando assisti a esse filme nos cinemas, para terem idéia. Acho (acho) que foi durante a semana do Dia das Crianças e assisti a um monte de animações, haha. Bom, o filme começa já falando que se trata da adaptação de um trecho da Bíblia, que não cabe discutirmos sobre isso, mas o início é esse. Começo que já é triste quando o pequeno Moisés acaba se separando de sua família para poder sobreviver, e acaba sendo criado pela família do faraó Seti, que escravizava o povo Hebreu.

Moisés é criado como legítimo filho, porém nunca assumiria o trono de seu irmão Ramsés. Como bom filme de Sessão da Tarde, os dois arrumavam muitas confusões, mas Moisés nunca levava bronca, enquanto toda crítica ficava para Ramsés, que se fraquejasse poderia ser o elo fraco de todo o legado da família.

Porém, certa noite, após os festejos, Moisés ajuda uma hebreia a fugir, e então acaba descobrindo seu verdadeiro passado. A partir daí, acompanhamos sua árdua tarefa de tentar libertar seu povo e leva-los para a Terra Prometida.

Quando assisti no cinema, a cena que me chamou mais a atenção é justamente aquela quando ele abre o Mar Vermelho, pois a sala não tinha uma inclinação muito elevada, então eram imensas aquelas paredes de água. Mas quando assisti novamente em DVD, o que me chamou a atenção, desta vez, foram justamente outras cenas… Aquelas que se passam na sala do trono, onde aparecem apenas as silhuetas daqueles que estão em cena. A produção daquelas sequências tem uma beleza muito do teatro, algo que gera um ar único para a animação. A profundidade e ensenação dos personagens, e mesmo dublado, onde temos Garcia Júnior (a voz do He-Man, sendo o vilão Ramsés) e Guilherme Briggs (um dos primeiros trabalhos que conheci dele, sendo o Moisés), fazem o filme ter um caratér muito mais profundo do que apenas o entretenimento.

Enfim, “O Princípe do Egito”, ainda hoje, mais de 10 anos que foi lançado, ainda é um filme que vale a pena ser visto e revisto, debulhar seus Extras da produção e tudo o mais.
Por hoje é só pessoal, e prometo compensar esse período que estive ausente.
Logo mais tem mais.
Ateh o/
A Princesa e o Robô (1983)
Sep 17th
Mais um filme vindo direto do túnel do tempo, e uma produção nacional dessa vez. Essa vai para os fãs do Maurício de Sousa e suas produções clássicas da Turma da Mônica, filme datado de um tempo muito distante, para alguns, mas isso não vem ao caso, afinal, hoje é dia de “A Princesa e o Robô”.

Primeiramente, nos créditos, algo que chama a atenção são os letreiros: “Coordenação de cópias em acetato” (!!!) fazem idéia de quão lindo é ler algo assim? E ao mesmo é perceptivel como os personagens animados se distiguem bastante do cenários de fundo, e como nesse segundo longa-metragem a qualidade de animação se destaca em relação ao filme anterior de 1982, “As Aventuras da Turma da Mônica” (composto por 4 curtas menores).

No filme conhecemos a história do Robôzinho que ao ser atingindo pelo raio, nascido das lendárias pedras Pulsar, nunca mais seria o mesmo. Logo ele se apaixona pela princesa Mimi, e tenta vencer o torneio participando como “Coelho Negro”. Quando assisti, lembro que tinha medo do tal Lorde Coelhão – que é o vilão da história e usa um capacete que lembra muito o do Darth Vader – e ficava me perguntando quem seria o tal do coelho misterioso, haha!

Em possse do seu raio “empacotador”, Lorde Coelhão ataca o Robôzinho, que ao ser atingido se transforma num pacote de presente, e é jogado na Terra para que, então, não possa se casar com a princesa coelha. Um plano muito maquiavélico. Porém, não contavam que a turminha ira se juntar para ajuda-lo a ter um coração e voltar para Cenourando, o seu planeta natal.

No entanto, Zoiudo – uma espécie de libélua – um espião do Lorde Coelhão, que havia chegado a Terra também, para averiguar se tudo correria bem com o exílio do Robôzinho, avisa o vilão que prapara suas artimanhas para atrapalhar nossos amiguinhos. A produção fica mais dinâmica após o longo trecho inicial, acho que é o principal revés para a produção que torna cansativo, de resto, para época acabou sendo bem finalizada.

Maurício de Sousa tem um destaque particular nas produções animadas do Brasil, pelo fato de ter sido um dos primeiros a encarar a tentativa mercadológica de desenhos animados por aqui, visto que inicialmente eram muito utilizados apenas em meios publicitários. Apesar de tudo, mesmo com o estúdio realizando diversos filmes para cinema, o desenhista comentou em entrevista que o apoio atual desfavorece o produtor, dessa maneira, prefere investir em séries de animação para tv.
De qualquer modo, “A Princesa e o Robô” é um produção infantil que vale a pena para crianças de qualquer época, com uma história bonita de amor e amizade. Mesmo sendo esquecido pelo mercado nacional, já que só foi lançado em VHS, compensa sentar ao lado do irmãozinho, sobrinho, primo e se divertir também.
Por hora é isso, logo mais tem mais.
Ateh. o/



























































