Posts tagged aventura
O Segredo de Kells (2009)
Feb 3rd
Para a recomendação dessa semana, falaremos de desse filme que a tempos estava querendo assistir. Então, aqui no Chocottone, vamos comentar um pouco do longa metragem animado “O Segredo de Kells” (The Secret of Kells).

Desde a primeira vez que vi o trailer, tive vontade de assisti-lo, e noutro dia tive a oportunidade e achei que seria legal compartilhar com o pessoal. Na história conhecemos o pequeno Brendan, que ajuda no vilarejo de Kells em que viveu sempre. Devido a isso, ele tem muita curiosidade em conhecer o mundo “lá fora”, porém seu tio, o abedo Cellach, impedo sua saída, além dos muros, devido aos perigos existentes.

Percebemos que a preocupação obsessiva do abedo Cellach, com a construção de um poderoso muro ao redor da vila, para sua proteção contra os Vikings do norte que vem devastando todos os lugares que passam. Contudo, essa atitude por parte do tio de Brendan, acaba sendo um tanto ofuscante para ele perceber como segue a vida do garoto. Este que gostaria de ajudar mais com a produção do livro que contaria a história do lugar.


Um certo dia, o lendário mestre de ilustração, irmão Aidan chega na vila, após a ilha de Iona, onde vivia, ser dizimada pelo ataque dos Vikings. O pequeno Brendan fica curioso pra saber detalhes do livro que ele escrevia, e se torna muito amigo, de velho desenhista. Este, por sua vez, acaba influenciando muito nas decisões do garoto, e algumas mesmo indo contra as vontade das de seu tio.

Numa dessas ocasiões, irmão Aidan pede que Brendan consiga umas sementes para fazer a cor de uma tinta, e só indo além dos muros, na floresta ele as conseguiria. Ele acaba sendo acompanhado pelo gato do desenhista, Pangur Ban. Porém, os dois acabam se perdendo na floresta, e são atacados por uma alcatéia, que no último instante, para o confronto quando chega um lobo branco.


Aidan e Pangur, conhecem a jovem Aisling que vive na floresta, e ela acaba ajudando-os a encontrar as sementes de que precisam. A sequência da árvore de carvalho é bem bacana, do mesmo modo que ao chegarem ao topo e verem as copas das árvores e a vila com o muro em construção. No entanto, na hora de ir embora, Brendan, curioso, acaba pegando outro caminho e encontra a entrada da caverna de Crom Cruach, um terrível deus pagão, onde só existe escuridão. Felizmente, Aisling consegue salvar o garoto antes que algo de pior acontecesse.



Porém, com o passar dos dias, o abedo acaba descobrindo que Brendan seguia para a floresta, passava tempo demais no monasterio e ajudando de menos na construção do muro. Até que chega a ficar preso em seu quarto, mas com ajuda de Aisling e Pangur, consegue se libertar e dessa maneira continua ajudando a ilustrar o livro, com o irmão Aidan.



Numa das idas a floresta, Brendan decide ir até a caverna de Crom para conseguir um cristal que pode ajuda-lo nas ilustrações. É uma sequência sensacional, não apenas na arte, mas na maneira surreal de representarem o deus, como o garoto tem que agir pra enfrenta-lo, e para aqueles que tiveram aquele celular Nokia, da década passada, se indentificarão bastante.


Apesar dos avisos de Aidan, Cellach mantém-se irredutível enquanto ao plano de construir o muro, acreditanto ser a melhor forma de se defenderem dos Vikings. Infelizmente, durante o ataque, antes do que o abedo esperava, acaba sendo inútil, e vemos a vila de Kells ser dizimada. E ao mesmo tempo, vemos que o o pretencionismo do tio de Bredan, foi a principal causa do massacre. O irmão Aidan, Brendan e Pangur conseguem escapar, mas a que custo?


A cena de abertura já é um detalhe a parte quando se vai assistir. O estilo de ilustração usado saí um pouco do que estamos acostumados a assistir, pois é um traço que ao mesmo tempo sendo simples, traduz muito do que tem que ser expresso. As vezes temos a ilusão de que fazer um desenho mais simplificado pode ser mais fácil, no entanto, ele deve possuir grande essência para ele representar o que desejamos. No caso, isso pode ser a própria característica do trabalho, algo que comento bastante nas Oficinas que ministro, pois pensamos em fazer sempre algo parecido com o que já existe, mas esse diferencial pode acabar sendo o principal destaque numa produção.

“O Segredo de Kells”, foi uma produção em parceria entre Bélgica, Irlanda e França, que me agradou bastante. Além do grande trabalho em animação 2D, o posicionamente das cameras me lembrou muito jogos de vídeo-game de visão lateral (sidescrolling), a própria movimentação dos personagens nos cenários mostram isso. Esse estilo usado me lembrou a produção animada seriada Wakfu, que também é muito bacana. É bem interessante observar também nos diálogos, entre os personagens a maneira que se referem a lugares, que me soou muito com um ar de RPG, por sua vez: “Iona é muito longe, no mar. Onde qualquer ilha deveria estar”.





Se tiverem a oportunidade de assistir, poderão apreciar também a linda trilha sonora com um ar de música celta, acredito que apreciarão bastante. O filme recebeu diversos prêmios e indicações, dentre elas para “Melhor Animação” no Oscar. Por hora ficamos por aqui.

Bom final de semana para todos.
Ateh!
Lista de Schindler + As Aventuras de Tintim
Jan 24th
A Lista de Schindler Rating: 



“Clássico do cinema moderno, “A Lista de Schindler” é a história real e emocionante do empresário Oskar Schindler, que num gesto humanitário de extrema ousadia salvou milhares de judeus, ao mesmo tempo em que contava com o apoio de nazistas. Aparentando desinteresse pela política e fingindo explorar o baixo custo da mão-de-obra judia, o que Schindler fazia era empregar inocentes que de outra forma morreriam nos campos do holocausto. Comovente, importantíssimo, atual, “A Lista de Schindler” é o maior triunfo cinematográfico do diretor Steven Spielberg, vencedor de sete Oscar (incluindo Filme e Diretor) e que finalmente o consagrou dentro da Academia.”
Este filme eu assisti há algum tempo atrás, mas depois de ouvir o Rapaduracast #267 sobre Steven Spielberg eu tive que rever este clássico com meu namorado, que nunca havia assistido. O filme é todo preto e branco, que eu acho que dá um ar muito gostoso e diferente ao filme. Apenas em dois momentos uma garotinha de casaco vermelho aparece. O drama é simplesmente fantástico e tem cenas bem fortes. Eu sou uma admiradora de história da Segunda Guerra e quem também é tem obrigação de assistir este filme maravilhoso.
As Aventuras de Tintim Rating: 



“Tintim (Jamie Bell) é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Ele leva o galeão à sua casa, onde o coloca em destaque. Só que a entrada de um gato faz com que Milu, seu cachorro, o persiga dentro de casa e, por acidente, derrube o galeão. Ele fica danificado e um pequeno cilindro sai de seu interior, sem que Tintim perceba. Logo Tintim e Milu vão à biblioteca, onde tentam encontrar mais informações sobre o navio retratado no modelo. Ao retornar percebem que o galeão foi roubado. Tintim vai até a mansão recentemente comprada pelo doutor Sakharine (Daniel Craig), um dos interessados em comprar o modelo, mas nada descobre. Ao retornar ele encontra o cilindro e percebe que, dentro dele, há uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock (Andy Serkis) na disputa contra Sakharine para encontrar o tesouro.”
Tineim fez parte da minha infância e era um de meus desenhos prediletos. Obrigada TV Cultura por me proporcionar entretenimento de qualidade quando eu era pequena. Tintim pode até ter sido uma paixão platônica, pois era só começar a música que lá estava eu na frente da TV.
Então, depois de muitos anos, eu cresci e Spielberg resolve se juntar com ninguém menos que Peter Jackson, diretor de todos os filmes da trilogia “Senhor dos Anéis” e fazer um filme sobre um dos meus personagens prediletos quando criança! Bem, não podia ter sido melhor! O filme é divertidíssimo, o 3D não foi maravilhosamente espetacular, mas foi muito legal, e a história do “Licorne” demais. Tudo que eu esperava o filme me apresentou ali na telona. Indico muito porque ele está simplesmente delicioso!
Cavalo de Fogo (1986)
Jan 20th


“No meu sonho eu já vivi, um lindo conto infantil. Tudo era magia, era um mundo fora do meu, e ao chegar desse sono eu acordei. Foi quando correndo eu vi, um Cavalo de Fogo ali… Que tocou meu coração… Quando me disse então, que um dia rainha eu seria, se com a maldade pudesse acabar. E o mundo dos sonhos pudesse chegar…!”
Para sair um pouco da rotina, ao invés de um longa metragem, dessa vez iremos comentar mais uma série de animação e a escolhida foi: “Cavalo de Fogo” (Wildfire, 1986).

Apesar de achar que não precisa de muitas apresentações, vamos comentar sobre essa série de animação que foi exibida, aqui no Brasil, pelo SBT. Primeiramente, era um desenho que achava muito triste, já na abertura, em que vemos a mãe da princesa Sara falecendo, então sempre ficava meio com o pé atrás na hora de assistir, mas tudo bem, traumas superados, hehe.


O desenho animado nos mostra o reino de Dar-Shan, que é um lugar mágico, onde conhecemos diversos seres e criaturas, como ogros, goblins, dragões, licantropos e até os cavalos que falam. Era um lugar de paz enquanto a rainha Sarana estava viva, porém, após sua morte, a perversa Diabolyn vem tentado tomar o trono do reino a todo custo. No entanto, a princesa Sara e o bravo Cavalo de Fogo sempre aparecem para trapalhar seus planos. Não apenas sozinhos, mas com ajuda de Alvinar – um velho sábio e antigo conselheiro da rainha – e a dupla de atrapalhados Dorin e seu potro covarde Brutus.

A trama sempre se desenvolvia mostrando Sara no rancho em Montana, no mundo mortal, com seu pai John Cavanaugh, e com sua amiga índia Ellen. Acho que isso é interessante de se ver, a presença da menina é algo muito ligado a história da colonização estadounidense mesmo, sempre que ela aparece comenta sobre seu povo o que serve de aprendizado para Sara (e para o telespectador), e podendo ser útil ao longo do episódio. Logo, quando surgiam problemas na terra mágica, Cavalo de Fogo atravessa o portal dimensional para buscar a princesa para irem ajudar o povo em Dar-Shan. A musiquinha nessa parte da corrida dele é muito legal. Em seus 13 episódios, a dupla encontra muitos desafios, amigos e inimigos. E nessas empreitadas, as situações mostram muito à Sara, de que maneira lidar com o inesperado e aprender com as atitudes dela e de seus companheiros.

Dentre as aventuras, no episódio 3, “A Noiva do Monstro”, é interessante que acontece bem aquele ditado: “quem conta um conto aumenta um ponto”, onde aparece no começo do episódio um ogro, que até então não tinha feito nada além de assustar os fazendeiros, no final já é dito como devorador de porcos e gente. É no mínimo hilário o início desse tumulto, com o pessoal correndo gritando. Lógico que tudo é explicado no final e mostrando que não se deve julgar pelas aparências.


Entre os episódios bacanas, “Um Encontro no Tempo”, descobrimos mais sobre a origem da confusão toda em Dar-Shan, como surgiram os Espectros, os diabinhos de Diabolyn, entre outras situações, como o motivo de Sara estar refugiada no mundo mortal. Apesar de ser um episódio bem interessante acaba sendo bem triste, visto o contexto que a princesa se encontra na narrativa.



Outro episódio que acho muito legal, e creio que o meu favorito, também é quando o pai de Sara acaba indo parar em Dar-Shan, em “De Onde vêm os Sonhos”. Ele vai até o castelo de Diabolyn e encontra o poço dos Espectros vazio. Isso para quem acompanhou os episódios desde o começo, é algo muito inusitado, que até me lembra um toque de RPG, em que passamos por vários cenários em momentos distintos. É muito interessante ver como a trama se desenvolve, o aparecimento o Príncipe Kevin – o qual se casaria a rainha Sarana – e um vilão inesperado, chamado senhor Specs, que aqui foi dublado pelo grande Silvio Navas (aquele que fazia a voz do Papai Smurf, no desenho original dos “Smurfs”; Mumm-Ra em “Thundercats” e o Monstro Estelar em “SilverHawks”, dentre tantos vários). É uma narrativa muito envolvente e intrigante que vale a pena do começo ao fim.




Se tratando dessa visão de cenários, no episódio “Estranhos da Noite”, Sara visita as ruínas do Castelo de Thorinia, que outrora já tinha sido apresentado de maneira mais glamurosa.


Aqui no Brasil, como sempre, a dublagem da época também marcou o pessoal, a própria princesa Sara teve a voz da grande dubladora Miriam Fischer (Lilica dos “Tiny Toons”, Charlene da “Família Dinossauro” e fixa por assim dizer, dos filmes que tem a atriz Jodie Foster), Cavalo de Fogo sendo dublado por Luiz Feier Motta (Ventania em “She-Ra”, Wolverine em “X-Men Evolution”), o pai da Sara, John Cavanaugh por Júlio César Barreiros (Zachary Foxx em “Galaxy Rangers”, Jake Rockwell em “Centurions” e o ator Harrison Ford), Dorin sendo dublado pelo intrépido Ricardo Schnetzer (o Capitão Planeta em seu próprio desenho, Hank em “Caverna Dragão”), Alvinar sendo dublado por Amaury Costa (Líder Mal em “Os Fantasmas”, General Warhawk no desenho animado do “Rambo”), Brutus por Maria da Penha Esteves (Mãe do Speed Racer, no desenho do Speed Racer na dublagem da Sincronvideo), Diabolyn por Neusa Tavares (Zelda em “Trapaleão”) e as vozes de Ellen e a Rainha Sarana sendo de Nair Amorim (Mandy em “As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy”, Velma em “Scooby Doo”)
Sara, Cavalo de Fogo e John Cavanaugh
Dorin, Alvinar e Brutus
Diabolyn e Specs
Ellen e Sarana
Os episódios de “Cavalo de Fogo” sempre tinham algo que vejo muito pouco nos desenhos animados seriados de hoje, onde apesar da trama que mexe com nossa imaginação, sempre tinha alguma lição de moral a ser aprendida no final do episódio. Não se trata em ficar nostalgicamente falando que os desenhos de antigamente eram melhores que o de hoje (por que realmente eram, todo mundo sabe disso, hehe), mas esse é um dos exemplos que diferenciam bastante, ao meu ver de uma série de produções atuais. Poucos dos desenhos recentes, que apresentam esse tipo de resultado que me recordo foram “Avatar – A Lenda de Aang” e até mesmo “Young Justice”, o qual mesmo sendo um desenho mais juvenil mostra muito de aprendizado entre os jovens – principalmente confiança e compreensão.


Verdade seja dita, a série de animação da produtora “Hanna-Barbera” (a mesma dos “Flinstones”) marcou a infância de muita gente, seja pelas aventuras num mundo de fantasia, ou mesmo pela música tema (que era daquelas que ficava na cabeça), não apenas essa, toda a trilha sonora é muito bacana também. E apesar dos seus poucos episódios, os cenários eram bonitos e bem trabalhados, e o próprio cavalo, que é um animal complicado de se desenhar, e tinha todos os seus trejeitos.

É interessante ver como eram os desenhos antigamente, lembrando que eram poucos desenhistas e era necessário o uso de muitas células de ilustração.
Por hora é isso, pessoal.
Ateh! o/
Aladdin (1992)
Jan 13th
E hoje vamos comentar de um clássico Disney que a criançada adora… Digo, acho que hoje nem são mais tão crianças, mas guardamos com carinho essa produção dentro de nós. Especialmente para hoje, aqui no Chocottone, é dia de “Aladdin”.

Ao assistir esse filme, o que temos não é apenas a tradicional história do ladrão de rua que deseja ser principe, mas um apresentação de uma produção Disney com algo muito característico que hoje pouco vejo, que é o qualidade de traço, músicas e carisma dos personagens. Acho que com o passar dos anos, evoluções tecnológicas e tudo o mais, as empresas, com esse ritmo de “tudo pra ontem”, acabaram perdendo um pouco da simpatia que os desenhos tinham. Não é nem questão de saudosismos nem nada, apenas um comentário que venho pensado…

Vamos ao longa-metragem… Para quem não sabe (ou não lembra), Aladdin é um jovem que vive diversas aventuras nas ruas de Agrabah, junto com seu macaquinho Abu, roubando pra sobreviver, e consequentemente se divertir fugindo dos guardas do palácio. Contudo, um belo dia, ele conhece a princesa Jasmine – a qual havia fugido, porque estava cansada da lei que dizia que ela tinha que se casar com um princípe – e durante a fuga de uma confusão, eles acabam se apaixonando.


No entanto, o conselheiro do Sultão, o perverso Jaffar – e seu papagaio Iago – tinham outros planos pro plebeu. O feiticeiro descobriu que o rapaz seria o único que poderia entrar na Caverna das Maravilhas, onde estaria a tão desejada lâmpada. Vale comentar, que a cabeça de tigra, na entrada, foi uma das primeiras vezes que a Disney usou CG com sincronia labial. Lá dentro eles conhecem o Tapete Mágico que é, interessante observar, um personagem que analisemos, se trata de um retângulo em movimento, certo? Imagina a magia em colocarem caracteristica, personalidade nessa forma simples para interagir com os outros personagens. E tudo isso num belo resultado.


Bom, é dito que Aladdin só poderia pegar a lâmpada, porém, quando ele consegue, logo em seguida Abu se deixa levar e pega um grande rubi. A consequência, que toda a caverna começa a desmoronar, somente graças a ajuda do Tapete eles chegam até a entrada, porém, são enganados por Jaffar – que estava dirfaçado de velho – e caem ficando presos.


Mas não para por aí… Abu tinha conseguido pegar a lâmpada. Então, Aladdin tenta ler a inscrição e de dentro sai o Gênio, que numa cena muito trabalhada com suspense ele surge, domina a tela, e termina numa ação comica. O Gênio é um dos personagens que com certeza roubam a cena, justamente, pela sua versatilidade em transfigurar em outras formas, esteriótipos, tudo o mais. Assim, todos conseguem escapar da Caverna, e Aladdin deseja ser um príncipe para poder se casar com Jasmine.


A aventura é muito bonita, com excelentes músicas compostas por Alan Menken (mesmo de “A Pequena Sereia”, “A Bela e a Fera”, “Enrolados” e muitos outros) – vencedor do Oscar de “Melhor Trilha Sonora”, e “Melhor Canção Original” (com “A Whole New World”), onde as canções envolvem o ritmo da narrativa – algumas, em original, com o Robin Willians – e te empolgam na aventura. Assim como a arte visual, onde o longa metragem tem a característica de ser uma das produções com mais estilo cartoon da disney, como dito pela própria equipe de animação (dentre eles Andreas Deja), nos Extras do DVD, pelo fato de usarem muitas formas simples e sem linhas retas, tudo curvilíneo, o que além de te dar mais segurança, conforto, gera mais carisma, o qual sendo positivo, onde torcemos por Aladdin, e também torcemos por Jaffar, mas para que ele não consiga sucesso em seus planos. Esse príncipio (a Disney trabalha com “12 Princípios de Animação”, que se tratam de orientações, as quais podem ser usadas em qualquer tipo de produção animada) é algo que senti muita falta nos desenhos animados posteriores, e somente quando saiu “A Princesa e o Sapo” achei ele presente com a mesma intensidade de antigamente. O tipo de personagem que o feiticeiro é, me lembra muito o próprio Scar (de “O Rei Leão”), onde desde o começo você percebe que são personagens maus, mas óbvio, que os bonzinhos só descobrem isso no final. A título de curiosidade, na dublagem, tanto Jaffar quanto Scar foram dublados por Jorgeh Ramos.


“Aladdin”, foi um daqueles filmes, que além de assistir, eram muito divertidas suas versões para os video-games, apesar de bem diferentes, tanto os lançamentos para Mega Drive quanto para Super Nes, cada um seguia uma narrativa que era bem parelha ao original. Ambas recomendadas, ainda mais que as músicas são as adaptações do filme para o sitentizadorzinho eletrônico, sendo a fuga da caverna (na versão Mega) uma das mais emocionantes.
Screenshots das versões para Mega Drive e Super Nes, respectivamente.
O filme chegou a ter 2 continuações “O Retorno de Jaffar” e “Aladdin e os 40 Ladrões”, mas ainda não tive oportunidade de assisti-los. E durante os anos 90, também teve uma série de animação, que chegou a ser exibida no Brasil – primeiramente aos domingos, e depois diariamente – com 86 episódios.

Enfim, esse clássico é um daqueles que guardo para poder rever com meus filhos algum dia, quando vierem – é claro – e no final das contas mostra que o mais importante, além de tudo, é ser você mesmo. E verdade seja dita, pode ser divertido, tudo de bom, mas vale lembrar que “Aladdin” completa 20 anos desde sua estréia, durmam com um barulho desses.
Ateh
Posts Relacionados:
Amores Platônicos da Minha Infância
Coisas da Minha Infância: Video Game I
Um Dia + Missão Impossível 4
Jan 10th
Um Dia - Rating: 



“Depois de um dia juntos em 15 de Julho de 1988 durante a formatura da Faculdade Emma Morley (Anne Hathaway – indicada ao Oscar) e Dexter Mayhew (Jim Sturgess de Across the Universe) inciam uma amizade que durará por toda a vida. Ela é uma menina da classe média com principios e ambições que sonha mudar o mundo. Ele é um rico e encantador que sonha em fazer do mundo o seu playground.Durante as duas décadas que seguem diversos momentos importantes na vida de ambos sempre os remetem a mesma data. Juntos ou separados vemos Emma e Dexter em meio a sua amizade e lutas esperança e oportunidades perdidas risos e lágrimas. Em algum lugar ao longo de sua jornada estas duas pessoas percebem que o que eles estão procurando e esperando esteve com eles o tempo todo. Com o verdadeiro significado do que é voltar um dia em 1988 é revelado a eles a natureza do amor e a própria vida.”
Que delícia de filme, que fotografia, que cores, que deleite ver esses anos passando. Anne Hathaway está linda e eu pirei nos cortes do cabelo dela. Achei a trilha também muito gostosa de se ouvir, mas é uma pena que algumas coisas aconteçam no filme que eu não gostei. Não posso dizer, tem spoiler, mas foi um filme muito bom de se ver.
Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma – Rating: 



“A trama mostrará o agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) e seu time da força-tarefa Missão Impossível no papel de foragidos da justiça. Após serem acusados de um atentado a bomba na Rússia, Hunt e seu novo time precisam limpar o nome de sua agência quando o Presidente decreta o início do Protocolo Fantasma. Contando apenas com sua experiência e a ajuda do misterioso Brandt (Jeremy Renner), Hunt deve trabalhar fora do radar do Governo, que os acusa de serem terroristas tentando iniciar uma Guerra Nucler.”
Dia de suar frio no cinema quase vazio. Por incrível que pareça, em plenas férias o cinema não tinha quase ninguém, e se tratando de Tom Cruise e MI, isso foi um choque. Filme de ação demais, com muita cena de fazer suar e pular da cadeira. Sofri mesmo com a cena do prédio, e o que foi aquela cena na Rússia???? Só vendo pra vocês entenderem o nível de nervoso que eu passei. MUITO BOM MESMO!




























































