Posts tagged Animação
Paprika (2006)
Dec 9th
Aproveitando que não curto futebol, e domingo rolou um monte de clássicos de futebol na TV, resolvi assistir a esse filme, o qual o DVD estava esperando ser aberto faziam alguns meses. Hoje iremos falar dessa viagem animada chamada: “Paprika”.

No começo tive um pouco de dificuldade em compreender o andamento do filme, como aconteceu quando assisti “Perfect Blue”, mas isso é proposital, devido ao modo da narrativa e seu contexto. Os filmes de Satoshi tem essa característica, justamente para fazer o expectador ir montando um quebra-cabeças.

Primeiramente, uma recomendação nunca feita antes por aqui: assistam em full HD, ou com algum player que tenha cabo HDMI. Os cenários são algo espetacular que você pode deleitar seus olhos observando os detalhes, e não irá cansar de vê-los, graças ao explêndido trabalho do diretor de arte Nobutaka Ike, que já havia trabalhado com Satoshi em produções anteriores. É o tipo de coisa que passa em segundos, mas alguém ficou – as vezes – meses trabalhando nesse fundo.

Em “Paprika”, vemos a pesquisadora de psicoterapia Dra. Atsuko Chiba, utilizando o “DC Mini”, um dispositivo criado pelo (grande) Dr. Kosako Tokita, o qual possibilita entrar nos sonhos das pessoas, e dessa forma conhecer e compreender os traumas existentes em seu subconciente. Nesse caso, duas pessoas podem compartilhar do mesmo sonho, onde a segunda pode intervir. Durante o início, vemos que o detetive Toshimi Konakawa encara diversos tipos de medo, e pede ajuda para a garota Paprika, a qual relata que o aparelho ainda esta em teste pois num estágio mais avançado, será possível acessar os sonhos mesmo estando acordado.

Contudo, no laboratório de desenvolvimento, esse aparelho acaba sendo roubado, e o presidente do conselho, Dr. Seijiro Inui, resolve cancelar o projeto. Num dado momento, o chefe de Chiba e Tokita, Dr. Toratar Shima, acaba surtando e se jogando pela janela. Acabam descobrindo que eles estava sendo influênciado pelo aparelho, que começava a ampliar seu alcance, confundindo as pessoas se estavam sonhando ou não. Esse tipo de conflito não chega a ser algo novo, pois na série de animação The MAXX trabalharam, de certo modo, dessa maneira, porém dentro de um contexto diferente. Assim como aconteceu em “A Origem”, anos mais tarde.

A maneira como a narrativa te envolve, e os próprios personagens, é algo que gostei bastante, diferente de “Perfect Blue”, onde a própria protagonista não tinha muito carisma, e algo mais próximo do trio de “Tokyo Godfathers”, ambos dirigidos também por Satoshi Kon. “Paprika” foi baseado no romance publicado em um periódico, sendo o último trabalho de Yasutaka Tsutsui, o qual, curiosamente, solicitou ao próprio Kon que dirigisse a produção.

Durante a gravação das vozes dos personagens, Tsutsui pediu para ouvir a música da parada (que é uma das cenas emblemáticas da animação) e disse que ela a conquistou e que poderiam continuar o trabalho a todo vapor, pois sabia que tinha feito a uma excelente decisão. A trilha sonora como um todo é muito linda, assim como o tema de abertura com os créditos iniciais, depois de ouvir muito me lembrou algo como Enya com um toque de eletrônico, mas transmite a essência necessária do sonho.

O que vale, e muito, no DVD é o rico material dos extras, algo que hoje tem sido bastante raros nesse tipo de mídia, sendo presentes, em sua maioria, nos blu-ray. Ao assistir, é algo que te contagia e lhe inspira a produzir algo animado. Também interessante observar, a dedicação do diretor que também foi responsável por parte do roteiro e storyboard para que tudo mantivesse a idéia do romance original. Assim como, mesmo numa produção animada 2D, perceber o cuidado que Michyia Kato, cinematógrafo e diretor de CG, teve ao utilizar esse recurso, para que não destoasse a técnica de ilustração que estava sendo usada, no making of percebe-se que mesmo com o uso de efeitos digitais, a base foi o bom e velho desenho a mão livre.

“Paprika” é o tipo de filme que vale a pena ver e rever, ainda mais depois que você compreende tudo que aconteceu para encaixar as pontas soltas, e enxergar com outros olhos. Há uma dose bem carregada de elementos que possuem outro significado dentro da própria narrativa, como no momento da água escorrendo no pará-brisa que está em sintonia com a fala dos personagens. Fazia tempo, acho que desde quando assisti “A Viagem de Chihiro” não me sentia tão atraído por uma animação e pelo seu processo de produção. E também foi o último longa metragem dirigido por Satoshi Kon, que veio a falecer ano passado, em 24 de agosto, vítima de cancro no pâncreas. Uma grande perda para o universo da animação, visto que ele era um dos diretores, com menos de 50 anos, que vinha sendo bastante elogiado.

Se tiverem a oportunidade de assistir, espero que aproveitem e gostem também.

Bom final de semana para todos, ateh! o/
Fanpage da Disney no Facebook
Dec 6th
Eu sou super fã dos trabalhos e das animações de Walt Disney e mexendo pelo Facebook eu pensei, não é possível que eles não tenham uma fanpage, né? E não é que eu achei? Lá eles colocam curiosidades sobre as animações lançadas até hoje, wallpapers lindinhos com quase todas as obras e de citações divertidas. Passa lá e dá curtir!
Você sabia que mais de um milhão de bolhas foram desenhadas na animação de “A Pequena Sereia?”



Capas de Quadrinhos Animadas
Dec 5th
E o que foi que Kerry Callen, um artista dos EUA fez? Resolveu animar capas de HQs, só pra deixá-las super lindas!

O Mágico (2010)
Dec 2nd
Iniciando o último mês desse ano, hoje comentaremos sobre o indicado ao Oscar de 2011, para Melhor Animação de Longa Metragem: “O Mágico”.

Antes de assistir ao filme, convém estar preparado que ele é um filme parado, por assim dizer, mais psicológico do que de ação e aventura – diferentemente de muitos que comentamos por aqui – na verdade, não chega a ser uma surpresa visto que quem dirigiu foi Sylvain Chomet, o mesmo de “As Bicicletas de Belleville”. A narrativa trata-se basicamente de um mágico que entra em decadência devido a bandas de rock emergentes que surgem no cenário de entretenimento.

Durante uma de suas viagens, o mágico Tatischeff, conhece a jovem Alice que resolve sair de sua vidinha sem perspectivas futuras e acompanha-lo em busca de espetaculos por diversas cidades. Eles desenvolvem um afeto mútuo, mas tímido, um pelo outro que são demonstrados de maneira sutil, sendo nós cúmplices disso tudo. O que o filme acaba demonstrando quantas vezes temos que deixar para trás aquilo que num momento nos pareceu conchegante, mas infelizmente não podera ser guardado e ter que ser esquecido.

A sequência final do coelho é uma das mais bonitinhas, mas ao mesmo tempo bastante triste. Assim como o filme todo, que possuí um clima, não diria pesado, mas até desesperançoso. Apesar disso, bonita amizade entre os dois da força tanto para um, quanto para outro de acreditar no amanhã, ainda mais quando conhecemos outros artistas nas mesmas situações que ele. Contudo, mesmo a Alice, num dado momento, enxerga uma possibilidade de mudar de vida, e desejaria compartilhar isso com Tatischeff, mas ele acaba interpretando tudo mal (ou não). Cabe ao espectador decidir isso.

O filme é uma produção artística muito – eu diria, extremamente – bonita de ser assistida. Começamos pelos cenários, os quais são aqueles que você passeia o olhar de tantos detalhes que eles possuem, não é algo que está ali apenas para completar uma sequência, foram todos minuciosamente trabalhados. Até mesmo a parte da chuva da janela podemos considerar que são as lágrimas dos olhos da Alice que não chegaram a escorrer mas era o sentimento dela. Assim como, algo que acho muito legal, são os lugares mostrados em diferentes momentos do dia, e dessa maneira tendo desde uma cor diferente, quase que uma nova personalidade, por assim dizer.

A animação segue o próprio zelo e complexidade que fôra visto em “As Bicicletas de Belleville”, onde o traço ao mesmo tempo com um ar caricato, possuí muita expressividade, uma vez que muita gente acha que fazer algo mais “simples” seja mais fácil, porém, esquece que reduzir elementos consiste em pegar a essência da representação, algo que você antes faria com detalhes, agora em poucas linhas tem que ter mesmo significado. Uma pena que o DVD não tenha nenhum extra da produção. =(



“O Mágico” é um filme, que me lembrou muito o filme de romance “Antes do Amanhecer”, onde duas pessoas se conhecem durante uma viagem e da maneira que suas vidas mudam por causa disso, ainda mais com a sequência final de imagens na animação reforçou para mim essa comparação. O filme de roteiro original de Jacques Tati, é uma boa opção para esse período em que entramos na reta final de 2011, pois também reflete esse momento de passagem, de reflexão e um começo que acompanha o período de reveillon. Seja apenas mudança de um dia para outro, não tem como negar que o Ano Novo sempre nos inspira a tentar diferente. Enfim…

Logo mais tem mais.
Ateh o/
Batman – A Máscara do Fantasma (1993)
Nov 25th
Hoje é dia de falar daquele que é o inimigo do crime. Herói de muitos, ou não, mas isso não interessa. Com vocês, aqui no Chocottone, diretamente dos bravos e destemidos: “Batman – A Máscara do Fantasma”.

Tá, primeiramente, não é essa versão dele que aparece na série de animação Bravos e Destemidos que esta em exibição no Cartoon Network, era só para deixar a frase legal. Enfim… Outra, o choque que foi ao lembrar que esse longa metragem é de 93, vamos ao que interessa antes que mais traumas apareçam.

Primeiramente, o que achei bacana já é o início do filme, quando o morcego arrebenta a janela para pegar uns criminosos que iriam fazer lavagem de dinheiro no cassino. Nesse momento, achei isso tão mais provável do que outros (super) heróis que somos fã, que lançam raios dos olhos, super força, etc… Não menosprezando e nem falando que é melhor ou pior, mas apenas achei um pouco mais real. Enfim, lógico que o chefe escapa, mas é perseguido pelo… Hã? Mas não é o Batman que acaba com a fuga dele. o.O

A partir daí começam perseguições, inclusive por parte da polícia, atrás de Batman, pois acham que ele enlouqueceu e está matando os gangsters da cidade. Todos sabemos que os benfeitores não matam seus vilões, apenas prendem. Quando esses morrem é devido a algo como, escorregou da beira de um prédio. Bom…

Nessa produção, acompanhamos os tormentos de Bruce Wayne, se ele tem direito a ter uma vida feliz, com alguém que lhe espere em casa, que nos são apresentados com vários flashbacks, mostrando seu passado e daqueles que o cercam para então montar o quebra-cabeça da trama.

Ao assistir, temos um show de dublagem com Marcio Seixas (Balú – Tale Spin: Esquadrilha Parafuso) interpretando o herói Morcego, Isaac Bardavid (Wolverine de “X-Men”; Esqueleto de “He-Man”) sendo o Comissário Gordon, Antonio Patiño (Tio Patinhas, de “Ducktales”; Senhor Cabeça de Batata de “Toy Story”) como Carl Beamount, e o, já falecido, Darcy Pedrosa (Pai de “A Vaca e o Frango”) interpretando o Coringa (que até hoje, na minha opinião, foi um dos melhores dubladores brasileiros para esse personagem). Além de muitos outros profissionais, fazendo valer a pena assistir com áudio em português. E não apenas isso, as diversas cenas ilustradas são um detalhe a parte muito bonito.

O filme é uma excelente narrativa num ritmo policial, com um clima noir, cenários de arte decô e tendências futuristas de anos atrás. Acho que isso que torna bacana essa série de animação do Batman e seus longas produzidos. Ao mesmo tempo que você tenta definir um período de tempo que acontecem as aventuras, ela é tão atemporal que você não consegue se prender a isso. Enquanto vemos muitas armas tecnológicas, o noticiário na TV é exibido em preto e branco.

Apesar dos filmes da DC Comics deixarem a desejar, “Batman – A Máscara do Fantasma” é mais um bom exemplo de projetos de animação que deram certo e envolvem o expectador, ele sendo fã ou não do personagem.

Para esse final de semana, deixamos essa sugestão.
Logo mais, tem mais.
Ateh. o/



























































